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Pré-venda
Disponívela partir de 15 de junho
Com uma carta de recomendação nas mãos, Peter Schlemihl vai à casa de Herr Thomas John, um rico proprietário de terras, em busca de um emprego. Entre os convivas lá reunidos em uma recepção, está um misterioso homem vestindo uma casaca cinza. De seu bolso ele tira qualquer coisa que lhe peçam: uma luneta, uma tenda completa, três cavalos. Espantado, Peter trava conhecimento com o homem, que lhe faz a proposta: alguma maravilha em troca de sua sombra. Peter escolhe uma bolsa de couro da qual se saca ininterruptamente moedas de outro. Mal o negócio é selado, enquanto vai a pé para sua hospedaria, é notado por quem lhe cruza o caminho e achincalhado por não ter sombra.
Passando a evitar as pessoas e a sair só à noite, ele contrata o fiel Bendel e o esperto Raskal, que serão sua interface com o mundo. Sem sucesso, busca o homem de cinza para desfazer o negócio. Por fim se estabelece, com a alcunha de Conde, em um vilarejo. É benquisto pela comunidade, apaixona-se por Mina e é correspondido. Mas a falta da sombra lhe atravessa o destino outra vez.
A figura do diabo é muito presente nas fábulas e na literatura alemã, sendo Mefistófeles, de Goethe, o exemplo mais conhecido. Peter Schlemihl, esse Fausto envolto em delicadeza, procura manter-se íntegro à luz que o ilumina e que não projeta sombra.
A extraordinária história de Peter Schlemihl é admirada por muitos escritores, dentre os quais Thomas Mann e Ítalo Calvino. Calvino a citava sempre, destacando sua leveza, que ele reputava à origem francesa do autor, e seu caráter fantástico presente na literatura alemã, afirmando que essa era a única história de outros autores que gostaria de ter escrito.