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TORQUATOR, no Guia da Folha de S. Paulo
TORQUATOR, no Guia da Folha de S. Paulo

Por Luiz Brás

De várias partes do Ocidente, nossas livrarias vem recebendo excelentes “romances de investigação”, para usar uma etiqueta um pouco melhor do que literatura policial. São narrativas de tensão psicológica marcadas por certo existencialismo pós-moderno, melancólico, que relativiza todos os valores morais.

Ao norte-americano Dennis Johnson, ao moçambicano António Cabrita e ao espanhol Milo J. Krmpotic, recentemente publicados no Brasil, junta-se agora o uruguaio Henry Trujillo. Torquator, de 1993, é SUS obra de estreia e sua primeira obra traduzida para o português. Bela estreia.

A trama transcorre em Montividéu, em 1985. Uma moça pobre, único recurso da mãe tetraplégica – fardo insuportável –, recebe bilhetes e telefonemas estranhos de um homem que se identifica como Torquator. A polícia não dá muita bola para o caso, que, afinal, aparenta ser só mais desassossego na vida dessa jovem cinza e fria como o inverno.

Despojado, sem artifícios ou sustenidos, Trujillo trabalho muito bem a noção de que na selva urbana não há os bons e os maus, apenas os maus e os piores.

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