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A Cada 15
TORQUATOR - Primeiras páginas, Henry Trujillo
TORQUATOR - Primeiras páginas, Henry Trujillo

 

capítulo I
 
 
O ônibus minorou a marcha, girou um par de vezes como se duvidasse, depois, já decidido, se dirigiu a uma pequena cabana iluminada no meio de um campo mergulhado na mais absoluta escuridão. Os que viajavam custaram a compreender que essa cabana era uma lanchonete — assim pretendia uma modesta plaquinha na frente da porta — e que essas sombras que se recortavam pouco mais adiante pertenciam a uma cidadezinha, se é que chegava a isso.
O cobrador anunciou quinze minutos de descanso. A maioria dos passageiros foi ao mictório ou pediu café e refrigerantes no balcão. O café, pelo menos, estava quente, e, como já era primavera, a precariedade do edifício podia ser esquecida. Talvez por isso, muitos preferiram esticar as pernas caminhando ao redor do carro.
Sentado num banquinho junto à entrada da lanchonete, um velho lia uma revista à escassa luz projetada pela porta. Era difícil imaginar o que ele estava fazendo ali às três da manhã, porque evidentemente não esperava tomar o ônibus. Por outra lado, apoiada numa parede afastada da luz, uma moça com uma bolsa se dispunha a partir. Além deles, não se via mais pessoas do que as que atendiam no bar e os passageiros. Um deles se aproximou do velho.
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